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19 de Abril, 2006


Holderlin -- Traduzido por Carlos Marques Queiroz

Sócrates e Alcibíades

Porque honras, sagrado Sócrates, sempre
Este jovem? Não conheces nada maior?
Porque olha o teu olhar
Com amor, como a deuses?

Quem pensou o mais fundo ama o mais vivo,
Entende a juventude sublime quem o mundo observou,
E é frequente inclinarem-se ao fim
Os sábios para o Belo.

Holderlin -- Traduzido por Carlos Marques Queiroz

in revista DiVersos N.° 3

Enviado por Amélia Pais- http://barcosflores.blogspot.com/

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 23:44, Categoría: poesia
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BUENOS AIRES Y EL 75 ANIVERSARIO DE LA REPUBLICA

Ciclo de Conferencias - Centro Betanzos de Buenos Aires

Centro Betanzos de Buenos Aires

 

Ciclo de conferencias

75 aniversario de la proclamación de la República Española

 

Abril 22 - 19,00 hs.

Brigadas Internacionales
(Argentinos en España)

Disertantes : Juan Carlos Cesarini - Investigador

 

Abril 29 - 19,30 hs.

La Guerra Civil Española - Una historia personal

Disertante : Benjamín García Holgado - Abogado, Sociólogo, Historiador.

 

Mayo 6 - 20 hs.

República y Utopía

Disertante : Adolfo Roig - Miembro del Instituto Histórico del Partido de Morón

 

 

Centro Betanzos de Buenos Aires

Venezuela 1536

4381-1741
envio ines holgado garcia

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 23:39, Categoría: periodico
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michel collon, La imagen de los franceses

BREVE DE NET :

La imagen de los franceses
MICHEL COLLON

« Francia es un país socialista», « Los franceses se pasan todo el tiempo de vacaciones » et « Los jóvenes manifestantes contra el CPE esperan que el gobierno les encuentre un trabajo en vez de buscarlo ellos». Oído, tal cual, de unos jóvenes cuadros neoyorquinos, en un reportaje de Arte la semana pasada.

Pero, entonces, ¿qué imagen fantasiosa dan los medios de comunicación estadounidenses de los franceses? Esto es lo que se preguntarán sin duda quienes conocen bien la Francia real .

Buena pregunta. He aquí otra aún mejor... ¿Cuánto vale la imagen que estos medias estadounidenses, pero también franceses, nos han aportado a propósito de otros países demonizados en estos últimos años?

+ + + + +


« ¡Cuando veo lo que dicen los medios de comunicación de mi país que conozco bien, me digo que no debo creer nada de lo que dicen de otros que no conozco ! » (Ernesto Cardenal, ministro progresista de Nicaragua, agredida económicamente, militarmente y mediáticamente en los años ochenta)

18 de abril de 2006
Otros "Breves de Net" (en
francés) en : http://www.michelcollon.info/archives_articles.php?log=breves
(Traducido del francés por Beatriz Morales Bastos

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 23:38, Categoría: periodico
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chico buarque, brasil

Solidão  não  é  a  falta  de  gente  para  conversar,  namorar,  passear  ou  fazer  sexo.....  Isto  é  carência.
               Solidão   não  é   o sentimento  que  experimentamos   pela  ausência  de  entes  queridos que  não  podem  mais  voltar... Isto  é  saudade.
               Solidão  não  é  o  retiro  voluntário  que  a  gente  se  impõe,  às  vezes,  para    realinhar os  pensamentos... Isto é equilíbrio.
               Solidão   não  é  o  claustro  involuntário  que  o  destino  nos  impõe   compulsoriamente para  que  revejamos  a  nossa  vida... Isto  é  um  princípio  da  natureza.
               Solidão  não  é  o  vazio  de  gente  ao  nosso  lado... Isto  é  circunstância.
               Solidão  é  muito  mais  do  que  isto.
               Solidão  é  quando  nos  perdemos  de  nós  mesmos e  procuramos  em  vão  pela nossa alma.
               (Francisco  Buarque  de  Holanda)
envio rui mendes

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 23:32, Categoría: poesia
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el ingles en baja?- en portugues

Os negócios não falam só inglês
Línguas como o espanhol e o chinês ganham espaço no cenário mundial

(
J. Ramón González Cabezas)

O inglês é o idioma dos negócios, mas em breve não será tudo na economia global, segundo prevê um relatório do British Council. Somente o ensino da língua de Shakespeare arrecada para o Reino Unido por ano em exportações intangíveis cerca de 1,8 bilhão de euros (cerca de R$ 4,7 bilhões), aos quais se somam 14 bilhões (cerca de R$ 36,5 bilhões) em outras exportações relacionadas à bem-cotada educação britânica. Os números ilustram a hegemonia mundial do inglês, especialmente no âmbito financeiro e tecnológico, mas esse cenário cederá em benefício de outras línguas de peso econômico e cultural crescente, como o chinês e o espanhol.

A necessidade de aprender outras línguas estrangeiras já é vista como um fenômeno inexorável. As vantagens competitivas que falar inglês trouxe historicamente diminuirão na medida em que se consuma como instrumento de comunicação universal e diminui a necessidade de conhecer as línguas das potências emergentes. Uma mostra desse fenômeno são as mais de 2.000 pessoas, na maioria jovens empresários e executivos, que têm aulas de mandarim em Barcelona, segundo informou esta seção em fevereiro.

A hegemonia do inglês tem os dias contados. Esse é, de modo geral, o horizonte que traça o relatório sobre o futuro do inglês no mundo --"English Next"-- realizado para o British Council pelo pesquisador David Graddol. Em seu primeiro estudo em 1997 sobre o futuro da antiga língua imperial ("The future of English?"), Graddol previa que o crescimento da China teria um impacto significativo no mundo de influência inglesa, e que países como Índia, onde o inglês é usado amplamente como segundo idioma, terão um papel crucial.

"Outras línguas já estão desafiando o predomínio do inglês, especialmente o mandarim e o espanhol, que se tornaram importantes a ponto de influir nas prioridades políticas e nos recursos educacionais de alguns países", indica Graddol, citando a decisão do Brasil de introduzir o espanhol como alternativa para o inglês no ensino público.

"O inglês não é de modo algum a única língua nos negócios globais", sentencia o British Council. Embora o inglês seja claramente majoritário, o estudo explica que em 2010 só abrangerá 28,2% do PIB mundial, contra 22,8% do chinês, 5,6% do japonês e 5,2% do espanhol. O virtual declínio do inglês como idioma global único e a forte ascensão dos idiomas estratégicos das novas potências demográficas e econômicas também é visível nas tecnologias da informação. O inglês domina o universo dos computadores e da Internet, mas a situação evolui. "Pode ter sido verdade nos primeiros dias da era tecnológica, mas no futuro a carência do inglês já não será a barreira que foi antes", observa Graddol.

O informe do British Council cita um estudo do jornal eletrônico catalão VilaWeb, que em 2001 reduziu para 68% o volume de páginas da web em inglês, quando outro relatório feito dois anos antes estimava que eram 85%. "A próxima revolução da Internet não será em inglês", afirmou um recente estudo da companhia Byte Level Research.

"Embora a importância do inglês na Internet não diminua, outras línguas como o chinês, russo, espanhol e português estão se tornando proporcionalmente mais importantes", escreve o autor de "English Next". "O que começou como um fenômeno anglófono se transformou rapidamente em um assunto multilíngüe", conclui Graddol, que salienta o florescimento de línguas minoritárias na rede. A recente introdução do domínio .cat (catalão) ilustra esse fato.

O relatório do British Council salienta que a chave em longo prazo do futuro do inglês como idioma global está na Índia e na China. "Seu crescimento econômico pode lhes devolver a condição de superpotências econômicas que tinham antes do século 19, e isso também mudará nossa percepção da importância relativa das línguas no mundo." O relatório salienta que o setor de serviços da China foi subvalorizado e talvez supere até 40% do PIB, com o que isso envolve pelo peso da comunicação e da língua nesse setor em relação ao manufatureiro.

"Há sinais de que o predomínio global do inglês pode diminuir num futuro próximo", admite o presidente do British Council, Neil Kinnock. O antigo líder trabalhista salienta que as mudanças econômicas, tecnológicas e culturais podem começar a "rebaixar a posição da liderança do inglês no mercado mundial", apesar de que pelo menos um terço da população mundial (2 bilhões) ainda falará inglês daqui a dez anos.

 

     La Vanguardia, Barcelona, 18 abr. 2006.
envio rui mendes

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 23:31, Categoría: periodico
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gabriel impaglione. preguntas a pablo neruda

Gabriel Impaglione

Argentina

Preguntas a Pablo Neruda

en el centenario de su nacimiento

 

   "Cuándo se dicta bajo tierra

    la designación de la rosa?"

                              Pablo Neruda, Libro de las Preguntas.

 

 

Enero es un pedazo de brasa extraviada

que inaugura el ciclo del agua?

 

Es verdad que los ingleses no saltan?

Los presidentes estan exentos de subir a los colectivos?

 

Porqué a veces cuando duele el alma se ríe la poesía?

Cómo no hay empleo si sobra el trabajo?

 

Un obrero de la ford

vale menos que un auto?

 

El albañil que levanta maravillas vive en una casa

sin reboques? Tiene ventana de mirar vecino?

 

Es que los barrenderos llevan la tierra del centro

de las ciudades para que reviva en las orillas?

 

Tiene esa mujer un hombre en su brazo

o una cartera?

 

Quién se anima a jurar que el Che ha muerto?

Y por cierto, querido Pablo, Miguel y Federico?

 

Doblan las campanas?

 

Vale más un hombre o la palabra?

O un hombre de palabra?

 

Se desgaja de risa el niño con su guiso

o es el guiso que suelta carcajadas de justicia?

 

Es que quien se va tenía patria

o la patria es virtud en vías de extinción?

 

Sabe la historia si alguna vez, el mundo,

respiró libre de imperios y traidores?

 

Es la luna el jazmín más próximo al abrazo?

 

Acabará en la cárcel también el silencio cómplice?

Es que hay muchos gatos o los pájaros no mueren?

 

Se desprendió un retazo constelado

o un niño trazó su mapa de la noche con un dedo?

 

Qué sucedería si en los hospitales

se dejase de administrar amor en generosas dosis?

 

Cuándo entenderá el hombre que la mujer lleva

la gota de zumo del mundo entre sus labios?

 

Regresa un navío?

 

Porqué los ministerios de Economía

son más importantes que los ministerios de Cultura?

 

Dónde se acaban las preguntas? Entonces callo,

o a veces las respuestas son un hueco inútil en la boca?

 

Porqué la poesía, Neftalí Reyes, compañero,

entre los escombros como una rosa indomable?

 

(De: "Prensa Callejera", Colección Poeta Joaquín Gianuzzi, Editado por La Luna Que, BsAs, nov. 2004.)

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:59, Categoría: poesia
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Abdul H. Sadoun- irak

Abdul H. Sadoun

poeta iraquí radicado en España

El hotel de Borges

 

En sus esquinas hay cuerpos de toros,

algunos con cabezas humanas.

Y en sus dormitorios

todavía criados medievales.

Es el hotel que tiene su nombre.

Viajero, llego a la esquina de los toros

y sin aliviar mi fatiga,

sin esperar otro naufragio,

descubro que lo llaman Borges,

ofrece el nombre.

Es su hotel, Borges,

se esquina en la antigua Lisboa,

está allí

aunque nada saben

de su nombre.

Cuidan la estatua de Ricardo Reis

o su sombrero

mientras hablan;

quizás imaginen

que mis gafas

son como las de Ricardo Reis.

El peligro, dicen, cuando avanza

no distingue.

Ellos no ven la arteria de sus manos

luchar contra el relámpago

en las habitaciones del relámpago,

donde las señoritas dicen "señor"

y los ascensores aguardan nuestros pasos,

quietos como unicornios domesticados.

Puede que todo se le parezca

menos este hotel

que nombran Borges.

A cada momento

me ilusiona que pueda entrar

o salir,

pero se trata sólo de unas habitaciones misteriosas,

de un edificio que se acoda en el viento,

Borges con una máscara diferente.

Una placa de cobre a la entrada,

encima del edificio,

es quien señala su nombre.

No he vivido en este hotel,

cruzo con pasos tranquilos

pensando en los sueños de la próxima

noche

o la siguiente.

Al fin del viaje,

esquivando a los porteros,

su largo camino,

veo a María Kodama, el pelo de plata,

atraviesa el umbral.

La llamo arqueando los dedos.

-Acércate, también, dice,

quizás viene enseguida,

quizás te vea.

Pero él no entiende

de los edificios

ni de las esquinas,

aunque una placa de cobre

aquí arriba

señale su nombre.

 

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:58, Categoría: poesia
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federico garcia lorca, españa

Federico García Lorca

España

(de: Poeta en Nueva York / 1929 - 1930)

Los negros

Norma y paraíso de los negros

 

Odian la sombra del pájaro

sobre el pleamar de la blanca mejilla

y el conflicto de luz y viento

en el salón de la nieve fría.

 

Odian la flecha sin cuerpo,

el pañuelo exacto de la despedida,

la aguja que mantiene presión y rosa

en el gramíneo rubor de la sonrisa.

 

Aman el azul desierto,

las vacilantes expresiones bovinas,

la mentirosa luna de los polos.

la danza curva del agua en la orilla.

 

Con la ciencia del tronco y el rastro

llenan de nervios luminosos la arcilla

y patinan lúbricos por aguas y arenas

gustando la amarga frescura de su milenaria saliva.

 

Es por el azul crujiente,

azul sin un gusano ni una huella dormida,

donde los huevos de avestruz quedan eternos

y deambulan intactas las lluvias bailarinas.

 

Es por el azul sin historia,

azul de una noche sin temor de día,

azul donde el desnudo del viento va quebrando

los camellos sonámbulos de las nubes vacías.

 

Es allí donde sueñan los torsos bajo la gula de la hierba.

Allí los corales empapan la desesperación de la tinta,

los durmientes borran sus perfiles bajo la madeja de los caracoles

y queda el hueco de la danza sobre las últimas cenizas.

 

 

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:57, Categoría: poesia
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edgard bayley. argentna

Edgard  Bayley

Argentina

Aquí

 

es tiempo de cambiar el sueño

de librar las mañanas

la transparencia renovada

de vivir entre todos

 

es tiempo de perder las llanuras

de volver al eco de nuestra luz semejante

tiempo de razonar

bajo el horizonte ganado por el amor y el mundo.

 

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:56, Categoría: poesia
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jorge boccanera, argentina

Jorge Boccanera

Argentina

Bésale las piernas a la poesía

 

bésale las piernas a la poesía

aunque diga que no /que aquí nos pueden ver

bésale las palabras hurga su lengua/ hasta

que abra los brazos y diga¡Santo Dios!

o hasta que santodios abra los brazos de escándalo

bésale a la poesía a la loba

aunque diga que no que hay mucha gente que aquí

nos pueden ver/ bésale las piernas las palabras

hasta que no dé más hasta que pida más

hasta que cante.

 

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:55, Categoría: poesia
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silvio rodriguez, cuba

Silvio Rodriguez

Cuba

Santiago de Chile

 

Allí ame a una mujer terrible,

llorando por el humo siempre eterno

de aquella ciudad acorralada

por símbolos de invierno.

Allí aprendí a quitar con piel el frío

y a echar luego mi cuerpo a la llovizna,

en manos de la niebla dura y blanca,

en calles del enigma.

 

Eso no está muerto,

no me lo mataron

ni con la distancia

ni con el vil soldado.

 

Allí entre los cerros tuve amigos

que entre bombas de humo eran hermanos.

Allí yo tuve más de cuatro cosas

que siempre he deseado.

Allí nuestra canción se hizo pequeña

entre la multitud desesperada:

un poderoso canto de la tierra

era quien más cantaba.

 

Eso no está muerto,

no me lo mataron

ni con la distancia

ni con el vil soldado.

 

Hasta allí me siguió, como una sombra,

el rostro del que ya no se veía,

y en el oído me susurro la muerte

que ya aparecería.

Allí yo tuve un odio, una vergüenza:

niños mendigos de la madrugada,

y el deseo de cambiar cada cuerda

por un saco de balas.

 

Eso no está muerto,

no me lo mataron

ni con la distancia

ni con el vil soldado.

 

(1973)

 

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:53, Categoría: poesia
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carlos pellicer, mexico

Carlos Pellicer
(México-1899)

Estudio

A Pedro Henríquez Ureña

Jugaré con las casas de Curazao,
pondré el mar a la izquierda
y haré más puentes movedizos.
¡Lo que diga el poeta!
Estamos en Holanda y en América
y es una isla de juguetería,
con decretos de reina
y ventanas y puertas de alegría.
Con las cuerdas de la lira
y los pañuelos del viaje,
haremos velas para los botes
que no van a ninguna parte.
La casa de gobierno es demasiado pequeña
para una familia holandesa.
Por la tarde vendrá Claude Monet
a comer cosas azules y eléctricas.
Y por esa callejuela sospechosa
haremos pasar la Ronda de Rembrandt.
... pásame el puerto de Curazao!
    isla de juguetería,
    con decretos de reina
    y ventanas y puertas de alegría.

 

Curazao, 1920

De "Colores en el mar y otros poemas"

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:53, Categoría: poesia
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Carina Brzozowski- Argentina-

Carina Brzozowski

Argentina

Circe en la frontera del desquicio

 

Circe en la frontera del desquicio,

irreal, de boca apretada

                   asomada al balcòn

                            que da al cementerio.

            Bella Circe rumbo a un campo

                                          lleno de tumbas,

                     girasoles abriendo los pétalos

                            novios de cenizas.

                    Novios de Circe derramados

                        cual insectos muertos,

                         la nuez atravesada

                                por dulces atroces.

                             dulces de pesadilla.

                 Circe en la cornisa,

                         incapaz de vomitar conejos,

                   novia tremenda de velos negros.

          En tu zaguán crecen hiedras en la oscuridad,

               puertas adentro,

                          la sangre se congela.

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:52, Categoría: poesia
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william shakespeare, inglaterra

William Shakespeare
(Inglaterra-1564)

21

Es mejor ser vil que ser considerado vil,
cuando, sin serlo, se recibe la acusación de serlo;
y se pierde el justo placer, que de tal modo es juzgado
no por nuestro sentir sino por lo que los otros ven:

¿por qué deberán los falsos adulterados ojos de otros
criticar mi sangre vivaz,
o, mis fragilidades, espías más frágiles aún,
los cuales a su antojo consideran malo lo que yo tengo por bueno?

No, yo soy aquello que soy, y quienes miden
mis excesos, hacen la cuenta de los suyos propios:
tal vez yo vaya recto mientras ellos mismos van torcidos;
por sus torpes pensamientos no se habrán de apreciar mis acciones;

a menos que afirmen ellos este mal común:
todos los hombres son malvados, y triunfan en su maldad.

 

De "Sonetos"

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:51, Categoría: poesia
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elvio romero, paraguay

Elvio Romero
Paraguay

Alegres éramos...

Usted sabe, señor,
qué alegría colgaba en la floresta;
qué alegría severa
como raigambre sudorosa;
cómo el alegre polvo veraniego
fulguraba en su lámina esplendente,
cómo, ¡qué alegremente andábamos!

¡Qué alegremente andábamos!

Usted sabe, señor,
usted ha visto cómo
la lluvia torrencial sempiterna caía
sobre un textil aroma de bejucos salvajes
y cómo iba dejando con sus pétalos húmedos
su flora resbalosa,
su acuosa florería.

Usted sabe, señor,
cómo los sementales retozaban
hartos de florecer, jubilosos de hartazgo,
con qué poder la noche deponía
su amargura en la altura del rocío
tal como deponía la desdicha
su arma en las arboledas

.

Usted sabe qué alegre
aflicción de racimos por las ramas
en frutal arco iris vespertino;
cómo alegres luciérnagas subían
a encender las estrellas,
a conducir azahares que restallaban
como emoción nupcial o lumbraradas.

Usted señor, señor,
que antes de que aquí se enseñoreara
la pobreza, frunciendo hasta las hojas,
desesperando el aire,
bien sabe, bien conoce
que cualquier miserable aquí podía
fortificar un canto en su garganta,
en su pecho opulento.

(¡Cómo podías reír, muchacha mía!
Juvenil, ¡cómo izabas
una sonrisa fértil como un grano,
cómo te coronaban los jazmines
y cómo yo apuntaba
mi vaso de fervor:

¡Qué alegres éramos!)

Antes, antes de la amargura,
antes de que sorbiéramos
un caudaloso cáliz de indigencias boreales,
antes de que amarraran los perfumes,
que en su reverso el sol guardase el hambre,
¡qué alegres caminábamos!

Antes,
antes de que al aura ofendieran,
de arrancar la raíz sangrándole los bulbos,
antes del mayoral, del tiro, antes del látigo,
qué alegría, señor,
¡qué alegremente andábamos!

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:50, Categoría: poesia
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Pierre Seghers- Francia-

Pierre Seghers
(Francia-1906)
¿Eran los defensores?

¿Eran los defensores de una causa perdida
Aquellos?

Habían elegido vivir aquí,
En el desastre reconocido.

 La muerte pasaba
Cada día, pero de las ruinas alzaban de nuevo templos
Donde la sombra se convertía en un fuego.

Surgían
por aquí y por acá, canteros, maestros-talladores de piedras y de palabras,
Arquitectos de una locura donde se maravillaba la razón,
Edificadores aplastados pero siempre temibles,
Venerados y temidos.

Eran defensores
de una causa perdida o eran nuestros jueces
Que escrutaban con sus ojos el reflejo del espejo.

 

 

De “Piranese"
Traducción: Claire Deloupy

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:49, Categoría: poesia
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william blake, inglaterra

William Blake

(Inglaterra-1757)

El tigre

 

¡Tigre! ¡Tigre! luz llameante
en los bosques de la noche,
¿Qué inmortal ojo o mano 
Pudo armar tu terrible simetría?

¿En qué distantes abismos o cielos,
Ardió el fuego de tus finos ojos?
¿En qué alas osó elevarse?
¿Qué mano osó tomar el fuego?

¿Y qué hombro y qué arte,
pudo torcer las fibras de tu corazón?
Y cuando tu corazón comenzó a latir 
¿Qué espantosa mano? y

¿qué espantosos pies?

¿Qué martillo? ¿qué cadena?
¿En qué horno forjó tu cerebro?
¿Qué yunque? ¿Qué espantoso puño 
osó ceñir su terror mortal?

Cuando los astros lanzaron sus venablos,
Y cubrieron  los cielos con sus lágrimas,
¿Sonrió al contemplar su obra?
¿Quién creó el Cordero te creó?

¡Tigre! ¡Tigre! luz llameante
En los bosques de la noche,
¿Qué inmortal ojo o mano 
osó armar tu terrible simetría?

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:48, Categoría: poesia
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jose emilio tallarico, argentina

José E. Tallarico

Argentina

JOAQUÍN GIANNUZZI


Como un señor que aguarda con cierta inquietud
que un ómnibus comience a descender por la colina;
y sin embargo, no lo aborda cuando llega.
-Hay que mirar -me decías-,
reconocer la materia que fortuitamente nos vincula,
llámense cuadros, ventanas o escafandras.
Aquel mozo, por ejemplo,
mirá su mandíbula: es un cascarrabias incurable.

Un día me urgiste a revelar la clínica       
de tu árbol coronario, a que arriesgara algún pronóstico.
Imagino tu intriga por saber si eran técnicamente compatibles
las secuelas de un by pass vencido y ese amor intenso,
casi desesperado, que profesabas por la vida.
Querías que lo “subrepticio” de Drummond
lograra su espesor en el vivoreo de tu mano,
ademán tantas veces desplegado para los amigos.
Muy nítido te veo en el ’98, al cuarto día de una operación
de vértebras. Colgabas esa mano de mi brazo
e íbamos a recorrer lentamente los pasillos vacíos del hospital,
porque ya no era horario de visitas.
Aquel poema de Benn a Chopin surgía de tu voz,
y de un modo admirable para la emoción estándar que se espera
de un setentón convalesciente.
Luego volvías a tu cama de enfermo ante la cual
me diera el gusto de pensar, que allí, entre tus pies, por tus costados,
merodearían gallinas, sapos, gaviotas, arañas, felinos, es decir,
tu privado bestiario poético, un concierto pacífico sobre tus sábanas,
una acotada e ilusoria Jerusalem de Isaías velando tu descanso.
Todos sabemos: lejanía y mudez son la bastilla de los muertos.
Suponemos que hay signos disueltos que se suman
a nuestra noción de irrealidad, a nuestra lúgubre inminencia.
Nosotros, los que según decías llenamos de prestigio esta tierra,
seguimos caminando, escribiendo.
Los amigos te extrañan, Joaquín.

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:46, Categoría: poesia
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ernesto cardenal, nicaragua

Ernesto Cardenal

Nicaragua

Oración por Marilyn Monroe

 

Señor
recibe a esta muchacha conocida en toda la Tierra con el nombre de
Marilyn Monroe,
aunque ése no era su verdadero nombre
(pero Tú conoces su verdadero nombre, el de la huerfanita violada a los
9 años
y la empleadita de tienda que a los 16 se había querido matar)
y que ahora se presenta ante Ti sin ningún maquillaje
sin su Agente de Prensa
sin fotógrafos y sin firmar autógrafos
sola como un astronauta frente a la noche espacial.

Ella soñó cuando niña que estaba desnuda en una iglesia (según cuenta
el Times)
ante una multitud postrada, con las cabezas en el suelo
y tenía que caminar en puntillas para no pisar las cabezas.
Tú conoces nuestros sueños mejor que los psiquiatras.
Iglesia, casa, cueva, son la seguridad del seno materno
pero también algo más que eso...
Las cabezas son los admiradores, es claro
(la masa de cabezas en la oscuridad bajo el chorro de luz).
Pero el templo no son los estudios de la 20th Century-Fox.
El templo -de mármol y oro- es el templo de su cuerpo
en el que está el hijo de Hombre con un látigo en la mano
expulsando a los mercaderes de la 20th Century-Fox
que hicieron de Tu casa de oración una cueva de ladrones.

Señor
en este mundo contaminado de pecados y de radiactividad,
Tú no culparás tan sólo a una empleadita de tienda
que como toda empleadita de tienda soñó con ser estrella de cine.
Y su sueño fue realidad (pero como la realidad del tecnicolor).
Ella no hizo sino actuar según el script que le dimos,
el de nuestras propias vidas, y era un script absurdo.

Perdónala, Señor, y perdónanos a nosotros
por nuestra 20th Century
por esa Colosal Super-Producción en la que todos hemos trabajado.
Ella tenía hambre de amor y le ofrecimos tranquilizantes.
Para la tristeza de no ser santos
se le recomendó el Psicoanálisis.
Recuerda Señor su creciente pavor a la cámara
y el odio al maquillaje insistiendo en maquillarse en cada escena
y cómo se fue haciendo mayor el horror
y mayor la impuntualidad a los estudios.
Como toda empleadita de tienda
soñó ser estrella de cine.
Y su vida fue irreal como un sueño que un psiquiatra interpreta y
archiva.
Sus romances fueron un beso con los ojos cerrados
que cuando se abren los ojos
se descubre que fue bajo reflectores
¡y se apagan los reflectores!
Y desmontan las dos paredes del aposento (era un set cinematográfico)
mientras el Director se aleja con su libreta
porque la escena ya fue tomada.
O como un viaje en yate, un beso en Singapur, un baile en Río
la recepción en la mansión del Duque y la Duquesa de Windsor
vistos en la salita del apartamento miserable.
La película terminó sin el beso final.
La hallaron muerta en su cama con la mano en el teléfono.
Y los detectives no supieron a quién iba a llamar.
Fue
como alguien que ha marcado el número de la única voz amiga
y oye tan solo la voz de un disco que le dice: Wrong Number
O como alguien que herido por los gangsters
alarga la mano a un teléfono desconectado.

Señor:
quienquiera que haya sido el que ella iba a llamar
y no llamó (y tal vez no era nadie
o era Alguien cuyo número no está en el Directorio de los Ángeles)
¡contesta Tú al teléfono!

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:44, Categoría: poesia
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gabriel garcia marquez, colombia

Gabriel García Márquez

Colombia

De su: Memoria de mis putas tristes

 

(...) los adolescentes de mi generación avorazados por la vida olvidaron en cuerpo y alma las ilusiones del porvenir, hasta que la realidad les enseñó que el futuro no era como lo soñaban, y descubrieron la nostalgia (...)

 

(...) los tempestuosos adioses de soltero que me hacían en el Barrio Chino iban en contravía de las veladas opresivas del Club Social. Contraste que a mí me sirvió para saber cuál de los dos mundos era en realidad el mío, y me hice la ilusión de que eran ambos pero cada uno a sus horas, pues desde cualquiera de los dos veía alejarse el otro con los suspiros desgarrados con que se separan dos barcos en altamar (...)

 

(...) cuando dieron las 7 en la catedral, había una estrella sola y límpida en el cielo color de rosas, un buque lanzó un adiós desconsolado, y sentí en la garganta el nudo gordiano de todos los amores que pudieron haber sido y no fueron (...)

 

Por lobitogabriel - 19 de Abril, 2006, 6:43, Categoría: lecturas
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